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Tipos de corda e palheta

Tipos de corda e palheta

 

Quando estamos no início do aprendizado da guitarra, descobrimos que, além de estudar e treinar muito, precisamos entender “um pouco” sobre os inúmeros tipos de corda e palheta!

Nessa dica Nelson Faria vai explicar quais cordas e palheta ele usa e o por quê!

 

As cordas de guitarra são divididas basicamente por calibre, tipo e material.

 

Calibre – é a medida da grossura da corda. Quanto mais grossa é a corda, mais som ela emite, porém, uma corda muito grossa pode ser bem trabalhosa de tocar (principalmente na hora de dar um bend). Uma corda fina, apesar de ter menos som em comparação com as mais grossas e ser mais frágil, é bem mais confortável de tocar. Na hora de decidir, você precisa levar alguns fatores em consideração:

  • o seu estilo musical e a sua técnica
  • construção e regulagem do seu instrumento
  • afinação que você pretende usar

Lembre-se: se você costuma usar um calibre na sua guitarra e decidiu mudar para um calibre mais grosso ou mais fino, o ideal é você levar num luthier de confiança para o seu instrumento ser regulado para o novo calibre. Com a mudança de calibre, tudo muda: a ação das cordas (altura em relação ao corpo), largura e profundidade dos sulcos da pestana (nut), além de mudar a tensão aplicada no tensor, entre outros pequenos detalhes técnicos.

 

Tipo – existem alguns tipos de corda disponíveis no mercado. A diferença principal entre eles é a textura da corda ao toque, mas é claro que o timbre varia consideravelmente.

  • roundwound – cordas aneladas – são, provavelmente, as mais comuns e têm um timbre mais aberto.
  • halfwound – cordas semi aneladas – são o meio termo entre as roundwound e flatwound
  • flatwound – cordas lisas – são, geralmente, mais caras e têm um timbre aveludado.

 

Material – é o que compõe a corda. Afeta tanto o timbre, como a textura da corda ao toque.

  • nickel – cordas banhandas em níquel
  • nickel plate steel – cordas com o núcleo enrolado por uma liga de níquel e aço
  • pure nickel – cordas constituídas apenas por níquel
  • stainless steel – cordas de aço inox
  • cobalt – cordas fabricadas com ferro e cobalto
  • gold – cordas enroladas com filamentos de ouro 24 quilates

E a lista continua. Todo ano a indústria descobre um material novo, que apresenta vantagens e desvantagens. Nós, enquanto músicos e consumidores, temos que estar atentos a isso também!

obs: essa lista de materiais é de cordas de guitarra. Se formos analisar as de violão também, vamos encontrar outros materiais, como o nylon, por exemplo.

 

As palhetas, por sua vez, são divididas por grossura, formato e material.

Grossura – palhetas mais finas são mais fáceis de tocar e apresentam uma menor resistência ao ataque nas cordas, facilitando assim fazer levadas com pouco esforço. Já as mais grossas são mais difíceis de manusear, porém, pra muitos músicos, têm uma maior precisão em alta velocidade.

Formatos – com o avanço da tecnologia, hoje os formatos de palheta são inúmeros: triangulares, arredondadas, pontiagudas, etc. Cada formato interfere na técnica de uma maneira. Palhetas mais pontiagudas, por exemplo, podem ajudar na precisão da palhetada. E o formato pode influenciar consideravelmente no timbre, para os atentos aos detalhes.

Material – da mesma forma que a corda, a palheta pode ser feita de vários materiais, alterando assim a textura ao toque e sutilmente o timbre.

 

Então, já viu que é um assunto extenso! Comente aqui embaixo quais são os tipos de corda e palheta que você usa e quais os motivos que te levaram a escolher essas opções!

 

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3 responses on "Tipos de corda e palheta"

  1. Boa tarde! Sou aluno do Fica Dica Premium desde quando começou e esse lance de corda é um grande problema para mim. Eu tocava com a 0,10 mas sofri um acidente justamente na minha mão direita e hoje toco com a 0,9, eu pensava que nunca mais fosse tocar mas hoje estou conseguindo muito e eu queria saber se da para mim tocar os exercícios do Nelson Faria com uma corda 0,9 e a minha paleta é de 2mm Dunlop, justamente por causa do meu problema e é uma paleta de contra baixo, desde já agradeço a atenção, obrigado! Um abraço.

  2. Fala Criscta7 (não sei o seu nome!), tudo bem?

    Que pena que você sofreu um acidente, mas em nome de toda a equipe digo que ficamos felizes que você continua tocando!

    Essa questão de corda é muito pessoal. Envolve a sua anatomia, o estilo de música e/ou timbre que você procura e a construção do seu instrumento.

    Anatomia – como você mesmo disse, você passou por um acidente e a corda com calibre mais fino pode te ajudar a continuar tocando enquanto se recupera, pois exige menos força.

    Estilo de música/timbre – se você procura um timbre mais jazzístico, talvez seja interessante você experimentar as cordas Flat! Tem um som menos brilhante, porém com uma sonoridade muito característica. E a guitarra semi sólida também contribui para chegar nesse timbre de guitarra, pois ela acaba tendo um som bem característico também.

    Construção do instrumento – é importante perceber que mudanças de calibre pedem um acompanhamento de um luthier. Algumas guitarras (e baixos) tem limitações de construção e talvez não aguentem um calibre muito superior (por exemplo, a guitarra estava acostumada a sempre ter o calibre 0.10 e você decidiu experimentar um 0.13). Você vai exercer uma nova tensão no instrumento, logo o mesmo precisa ser regulado para essa nova tensão, e talvez, o instrumento não suporte. Mesma coisa para fazer um “downgrade” de calibre (ir do 0.13 para o 0.09, por exemplo). O seu instrumento estava acostumado à uma tensão bem alta e, de repente, você deixa de exercer essa tensão.

    Outra coisa muito importante de notar é: largura dos sulcos do nut ou pestana. Cada calibre de corda exige um nut com sulcos com largura adequada. Uma corda 0.09 tem sulcos finos no nut. Se você trocar para uma 0.13, talvez as primas não entrem perfeitamente nos sulcos (isso pode atrapalhar na afinação do instrumento, principalmente na hora dos bends). Mesma coisa na hora de fazer o “downgrade”. Se você tiver uma guitarra regulada para cordas 0.13, os sulcos do nut são bem largos. Logo, trocar subitamente para uma 0.09 sem fazer a adequação do nut, vai resultar numa pequena folga, que é suficiente para prejudicar a sonoridade do instrumento.

    É possível fazer todos os exercícios do site com as cordas 0.09? Claro! Nesse ponto não faz diferença nenhuma.
    É possível fazer todos os exercícios do site com a palheta 2mm? Claro! Também, nesse ponto, não faz diferença nenhuma.

    Agora, se o seu objetivo é o timbre de guitarra do Nelson, o calibre das cordas e a guitarra fazem bastante diferença!

    Espero que tenha ajudado!

  3. Olá Criscta7, Como o Leo respondeu, e de forma bem completa, não tem diferença nenhuma fazer os exercícios com diferentes tipos de palhetas ou cordas. Não posso te dizer sobre a questão médica se você pode ou não fazer algum exercício e este pode afetar sua mão machucada.
    Mas gostaria de te pedir que assista, assim que sair, o programa “Um café lá em casa com Mike Stern”. Mike é um guitarrista excepcional que teve um acidente e ficou com a mão direita bastante prejudicada fisicamente. No entanto ele continua tocando de forma excepcional. Vale a pena assistir ao programa. Mas só vai ao ar no dia 6 de dezembro de 2018. Passa lá no Youtube pra assistir! Abraço!

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